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23 de julho de 2013

transgênicos, segundo Leonardo Melgarejo

[Dez anos após a introdução da primeira variedade de soja transgênica no Brasil, a CTNBio contabiliza aprovação (liberação comercial) de dezenove variedades de milho, cinco de soja, doze de algodão, uma de feijão, quinze vacinas e dois micro-organismos. Em avaliação pela CTNBio, existem variedades de soja, algodão, milho, eucalipto, cana, arroz e cítricos, além de diversos micro-organismos, vacinas e mosquitos GM. Existem ainda pedidos para liberação de pesquisas com sorgo transgênico.
A pauta dos transgênicos envolve diversos temas, desde modificação em teores de açúcar, celulose e lignina até ganhos de produtividade, tolerância a seca, resistência a viroses e doenças fúngicas, além da condição padrão, associada à tolerância a herbicidas (tecnologia HT) e resistência a insetos (tecnologia BT). Na prática, até o momento (em que pese a ênfase discursiva para a qualidade de produtos, a resistência à seca e a produtividade) a transgenia ofereceu – para a lavoura brasileira – apenas isto: tolerância a herbicidas e resistência a insetos.
O feijão tolerante a vírus ainda não está sendo comercializado e, na perspectiva da análise de riscos, se sujeita a algumas críticas extensivas a todos os demais casos. Fundamentalmente, nenhum daqueles produtos cumpre exigências legais na medida em que seus processos não incluem estudos fundamentais para a segurança do consumidor, mesmo quando
exigidos por lei como, por exemplo, avaliações nutricionais com animais em gestação e estudos de longo prazo (duas gerações) para análise de efeitos carcinogênicos e teratogênicos.
Quais as vantagens e quais os riscos associados à transgenia que devem ser observados no presente?
Os resultados obtidos no Brasil contrariam de alguma forma a realidade internacional?
Em países onde as liberações começaram mais cedo os resultados são diferentes?
Como entender a rápida adoção dos transgênicos pelos agricultores e sua rejeição pelos consumidores?
Estes são alguns dos temas que este texto se propõe a apresentar, como proposta para discussão e contribuição ao CONSEA.]

Leonardo Melgarejo é representante do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) sobre transgênicos em Elementos para discussão do CONSEA - Mesa de Controvérsias sobre Transgênicos no Brasil

29 de junho de 2011

transgenicos para quem?

Livro publicado pelo mda (ministério do desenvolvimento agrário), com textos de diversos especialistas.

Os transgênicos não apresentam nenhuma das vantagens que se alegou como maior produtividade, menor uso de agroquímicos, e ainda traz diversos malefícios como contaminação biológica e perda da biodiversidade.

Me simpatizo muito com a minoria da CTNBio que luta pelo que esta comissão deveria se preocupar: Biossegurança.
Fica na sequencia, a fala de Leonardo Melgarejo, do INCRA, que é um dos diversos autores deste livro, na ocasião do lançamento.


baixe e leia no link (http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2011/06/Transgenicos_para_quem.pdf)

Não sou contra transgênicos, apenas acho que ainda é muuuito cedo pra se liberar esse tipo de tecnologia para uso comercial, apesar dessa liberação já ter mais de década.