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16 de abril de 2015

CTNBio e suas brechas contra o bem-estar social

Melgarejo e Nodari são dois dos poucos membros da CTNBio que prezam pela precaução, frente a informações sobre os riscos potenciais dos organismos geneticamente modificados (OGMs).

Dr. Melgarejo, membro do Ministério do Desenvolvimento Agrário, rebatendo comentários de lobistas da indústria transgênica na audiência pública do MPF sobre as sementes resistentes ao agrotóxico 2,4D da Dow Agrosciences de 12/2013. No final do video, o Dr. Nodari, membro da CTNBio, comenta sobre a farsa da CTNBio e dos membros daquele orgão ligado a Monsanto.
Posted by Brasil sem Monsanto on Sábado, 11 de abril de 2015

O vídeo foi na ocasião da audiência pública sobre a liberação de OGMs resistentes ao 2,4D.
Recentemente o Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade (GEA), do NEAD (Núcleo de Estudos em Agricultura e Desenvolvimento) do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) protocolou na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um dossiê sobre os perigos dessa liberação. (leia mais no site da AS-PTA)

As denúncias sobre o funcionamento desta Comissão me faz remeter a nota de repúdio do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, coordenado pelo Ministério Público. O documento está disponível no site do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

14 de agosto de 2013

Rede Mobilizadores promove oficina online sobre agricultura urbana


[De acordo com projeções de especialistas, cerca de 80% da população mundial viverá nas cidades até 2030. Diante deste cenário, a ideia de produzir alimentos nos grandes centros de consumo vem sendo uma tendência mundial, podendo representar não só uma forma de garantir a segurança alimentar das populações, como também um campo de oportunidades para novos modelos de negócio e estímulo ao consumo consciente.
Mas em que locais é possível praticar a agricultura urbana? Em que ela difere da agricultura convencional, realizada no campo? De onde retirar os nutrientes para que ela seja, de fato, produtiva? Como ela pode contribuir para a destinação correta de resíduos orgânicos e para o estímulo ao consumo consciente? Qual o papel da agroecologia neste tipo de agricultura? Estas e outras questões estarão em pauta na oficina online Agricultura Urbana, que a Rede Mobilizadores Coep realiza de 19 a 23 de agosto no site www.mobilizadores.org.br.
Para facilitar a oficina, a rede convidou o engenheiro agrônomo Marcos José de Abreu, presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (Consea-SC) e coordenador do eixo urbano do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro).
Marcos José coordenou a implantação do projeto A Revolução dos Baldinhos , numa comunidade de baixa renda de Florianópolis. A iniciativa, baseada na gestão comunitária de resíduos e na produção de fertilizante natural, viabiliza o plantio de alimentos por meio da agricultura urbana e vem transformando a realidade local.
Para Marcos José, o projeto traz diversos benefícios para a comunidade. Ao plantarem parte de seus alimentos, os moradores poupam dinheiro. Sem lixo nas ruas e com verduras frescas na mesa, há também melhoria na saúde das pessoas , explica, acrescentando que a iniciativa pode ser facilmente replicada.
As inscrições podem ser feitas de 13 a 19 de agosto, gratuitamente, no site www.mobilizadores.org.br. As vagas são limitadas. Todos os que participarem do minifórum da oficina receberão certificado.
A oficina tem apoio do Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Eletronuclear.
Mais informações: (21) 2528-3352.
Fonte: Coep Nacional

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3279 / 3483
www.presidencia.gov.br/consea
ascom@consea.planalto.gov.br
Redes Sociais] 

25 de julho de 2013

Consea promove mesa de controvérsias para debater transgênicos

postagem originalmente publicada no em pratos limpos em 18 de julho

destaque pro artigo de Leonardo Melgarejo

[Confira abaixo as apresentações e matérias sobre o evento, preparadas pela assessoria de comunicação do CONSEA
Apresentações do 1º dia
Apresentação da Abrange
Sementes crioulas no centro sul do Paraná
Estratégias de ação vinculadas ao manejo da agrobiodiversidade com enfoque agroecológico visando a sustentabilidade de comunidades rurais 
Organismos geneticamente modificados X Redução de custos e segurança fitossanitária
Questões éticas, impactos e riscos para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável
Acesso a sementes, Soberania e Segurança Alimentar
Transgênicos: questões éticas, impactos e riscos para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável
Questões Éticas: Compreender as atitudes do público e da necessidade de diálogo   
Apresentações do 2º dia
Decisões sobre biossegurança no Brasil
Os processos decisórios e de regulamentação e o controle social na construção da política de biossegurança
Participação da sociedade no âmbito de atuação da CTNBIO
Leia também as matérias veiculadas pelo Consea
Consea promove Mesa de Controvérsias sobre Transgênicos
Mesa de controvérsias amplia debate sobre transgênicos no país
Mesa de Controvérsias: monopólio de sementes ameaça soberania alimentar
Integrante da CTNBio escreve artigo sobre transgênicos
Entrevista: ex-integrante da CTNBio critica hegemonia pró-transgênicos
Entrevista: “Os transgênicos estão destruindo o tecido social do país”
Política de Biossegurança é tema da terceira mesa
Mesa 2 aborda questões éticas, impactos e riscos
Mesa de controvérsias: Acesso a Sementes, Soberania e Segurança Alimentar]

23 de julho de 2013

transgênicos, segundo Leonardo Melgarejo

[Dez anos após a introdução da primeira variedade de soja transgênica no Brasil, a CTNBio contabiliza aprovação (liberação comercial) de dezenove variedades de milho, cinco de soja, doze de algodão, uma de feijão, quinze vacinas e dois micro-organismos. Em avaliação pela CTNBio, existem variedades de soja, algodão, milho, eucalipto, cana, arroz e cítricos, além de diversos micro-organismos, vacinas e mosquitos GM. Existem ainda pedidos para liberação de pesquisas com sorgo transgênico.
A pauta dos transgênicos envolve diversos temas, desde modificação em teores de açúcar, celulose e lignina até ganhos de produtividade, tolerância a seca, resistência a viroses e doenças fúngicas, além da condição padrão, associada à tolerância a herbicidas (tecnologia HT) e resistência a insetos (tecnologia BT). Na prática, até o momento (em que pese a ênfase discursiva para a qualidade de produtos, a resistência à seca e a produtividade) a transgenia ofereceu – para a lavoura brasileira – apenas isto: tolerância a herbicidas e resistência a insetos.
O feijão tolerante a vírus ainda não está sendo comercializado e, na perspectiva da análise de riscos, se sujeita a algumas críticas extensivas a todos os demais casos. Fundamentalmente, nenhum daqueles produtos cumpre exigências legais na medida em que seus processos não incluem estudos fundamentais para a segurança do consumidor, mesmo quando
exigidos por lei como, por exemplo, avaliações nutricionais com animais em gestação e estudos de longo prazo (duas gerações) para análise de efeitos carcinogênicos e teratogênicos.
Quais as vantagens e quais os riscos associados à transgenia que devem ser observados no presente?
Os resultados obtidos no Brasil contrariam de alguma forma a realidade internacional?
Em países onde as liberações começaram mais cedo os resultados são diferentes?
Como entender a rápida adoção dos transgênicos pelos agricultores e sua rejeição pelos consumidores?
Estes são alguns dos temas que este texto se propõe a apresentar, como proposta para discussão e contribuição ao CONSEA.]

Leonardo Melgarejo é representante do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) sobre transgênicos em Elementos para discussão do CONSEA - Mesa de Controvérsias sobre Transgênicos no Brasil