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8 de junho de 2010

luz verde: latro lamp



Verde, de algas. luz, convertido da fotossíntese.
O nome da parada é latro lamp, e foi desenvolvida pelo designer mike thompson.


Algas vivas da espécie Chlamydomonas reinhardtii são a fonte de energia. a inspiração surgiu de experimentos, do começo deste ano, de cientistas das universidades de Yansei e Stanford. O experimento inseriu eletrodos de ouro medindo 30nm direto nos cloroplastos, e conseguiu extrair pequenas quantidades de corrente elétrica de algas em fotossíntese. Cada alga consegue gerar uma corrente de 1,2 picoamperes (o que resulta em 0,6 miliamperes por cm²), se tornando potencialmente numa alternativa energética bastante interessante (já que até então o uso mais promissor de algas para geração de eletricidade era pela queima de sua biomassa). É claro que para isso seria necessário considerar as possibilidades dessa aplicação em escalas maiores, mas os avanços tecnológicos sempre avançam no sentido de aumentar a eficiência das coisas, não?

Para a fotossíntese as algas só necessitam de 3 coisas:
água, gás carbônico e luz solar, gerando como resíduos oxigênio e luz elétrica. É um miniecossistema aberto que tem a utilidade não apenas da iluminação, mas também é lúdica e pedagógica.
Como nossa necessidade funcional por luz é maior de noite, a energia excedente é guardada em baterias, o que o torna bem menos "verde".

Para mais informações entre no site do latro, e leia o pdf

via designboom

12 de outubro de 2009

transporte eletrizante

são paulo é uma cidade que valoriza o transporte individual.
toda administração urbana é voltada para isso: carros cada vez mais baratos, transporte público cada vez mais caro e precário ou insuficiente para as necessidades coletivas. junto a isso podemos ver investimentos monstruosos para expansão de vias rápidas de trânsito e uma marginalização eterna de alternativas como as bicicletas.
ainda bem que ainda existe alguma diversidade no mundo, e há pessoas desenvolvendo [com diversas motivações] tecnologias interessantíssimas mundo afora.

p.u.m.a.
uma das soluções interessantes que estão em fase de protótipo é o p.u.m.a. project (projeto de mobilidade urbana pessoal e acessibilidade, em inglês). redesenhada por michael ditullo e desenvolvido pela segway e pela gm, com direito a apresentação na feira de auto de new york. o veículo atinge 35 mph, o que equivale a pouco mais de 55 km/h, o que está de grande tamanho para se locomover na cidade, que geralmente tem limites de velocidade de 60 km/h.

puma, veículo elétrico para dois.

o veículo é elétrico e consegue andar 35 milhas (~56 km) por carga.
ainda sem preço, mas com estimativas de 1/4 do preço de um automóvel normal, podendo levar, além do motorista, um passageiro. perfeito para se locomover dentro de uma cidade.

zero emission
a nissan por outro lado lança a zero emission na feira de automóveis de tokyo. também é elétrica e apresenta um conceito bem diferente no design, com inspiração nas motos de alta performance (não que sejam tão velozes, afinal são elétricas)



entendo que o grande problema dos veículos elétricos são a infraestrutura para recarga, já que seria necessário instalar postos para recarga por todos os lugares em que este tipo de veículo seja utilizado. num país como o brasil, este prospecto nem é sonhado.
acho que um dos poucos lugares do mundo em que este tipo de preocupação seja real é no japão.
o japão, além de ser a segunda economia do mundo (graças a industria automobilística), é um país geograficamente pequeno e supertecnológico, oferecendo um ambiente ideal para que este tipo de tecnologia se desenvolva e se torne acessível.
enquanto isso não acontece, eu fico só babando nas idéias que essas pessoas estão desenvolvendo.

via design boom!
leia mais sobre o p.u.m.a. aqui e aqui
e sobre o zero emission aqui e aqui
ps: pra variar, meus posts com tags de greentech são via blógues de design.

30 de setembro de 2009

hélice vertical para energia eólica

aquelas "ventoinhas" tradicionais para captação de energia eólica pode, em breve, se tornar tecnologia do passado.
o desenvolvimento de hélices verticais permite o melhor aproveitamento do vento, de todas as direções e não apenas de apenas uma direção como os tradicionais ventiladores gigantes.

a energia eólica tem sido alternativa viável para locais remotos obterem autonomia energética sem o elevado custo da implantação de rede elétrica necessária pelas tecnologias tradicionais. além disso é uma alternativa ambientalmente menos nociva para obtenção de energia limpa e renovável.

desenvolvida pela helix wind corporation, esta tecnologia foi elaborada para antenas das empresas de telecomunicações, que ficam em locais remotos e acabam custando bastante dinheiro para a alimentação de energia para o funcionamento desses aparatos.


o design deste novo tipo de hélice parece menos perigoso para a avifauna também. (apesar de existir todo bafafá em cima da tecnologia eólica quanto a morte de aves, as hélices convencionais de captação de vento são ecologicamente menos impactante que as formas de geração e transmissão de energia mais comuns.)

grous sobrevoando campo de moinhos de vento "tradicionais". foto

19 de março de 2009

energia do solo

O solo é rico em energia na forma de zinco, cobre e ferro. nada de novo, mas a sacada é que é possível utilizar este tipo de energia para gerar eletricidade através de células combustíveis composto por microrganismos, conhecidos como baterias terrestres.

o designer holandês marieke strap criou uma lâmpada "movida a solo". o funcionamento é bem simples: tiras de cobre e zinco provem uma carga constante a uma lâmpada longeva de LED.

uma observação é que a lâmpada necessita um pouco de água pra funcionar, mas como a maioria das pessoas sempre regam seus gramados, isso deixa de ser um problema.

o site do produto diz ainda que a lâmpada funciona em lama também, e que o metabolismo biológico gera energia suficiente para manter o LED aceso, sendo que quanto mais células combustíveis, mais energia ela gera.

por enquanto nada de preços... mas é possível que em pouco tempo isto comece a ser comercializado.

via ecogeek

26 de fevereiro de 2009

geração de energia por quebra-molas

esta eu achei genial.
o designer inglês peter hughes desenvoleu a geração de energia limpa com o uso de quebra-molas, o mecanismo consiste numa série de painéis fixos num pad que virtualmente flui no pavimento. com o tráfego sobre este mecanismo, os painéis sobem e descem, movendo uma engrenagem sob o asfalto, o movimento então liga um motor que produz a energia mecânica.

quebra-molas inglês, agora produzindo até energia elétrica

os quebra-molas serão utilizadas em londres em caráter experimental e apesar do alto custo (entre £20mil e £55mil, dependendo do tamanho) em relação a uma quebra-molas comum que custa £2 mil, a promessa é que este investimento seja compensado em um ano, uma vez que a produtividade deste aparato é de £1 a £3,6 de energia elétrica por hora (o que quer dizer 10-36kW) - o criador da idéia diz que 10 quebra-molas equivalem a uma turbina eólica.
a energia gerada serve para a iluminação das próprias ruas além de sinalizadores e mecanimos e qualquer excedente pode ser armazenada e utilizada na distribuição nacional de energia.

a idéia é bem inovadora e considerando a existência de uma casa noturna na holanda que usa a pista de dança para geração de parte da energia que o estabelecimento usa, o caminho natural parece ser o desenvolvimento de uma tecnologia eletro-cinética que utilize o andar dos pedestres para a geração de energia para iluminação pública.

via ecowordly

24 de fevereiro de 2009

nanotecnologia para diminuir o efeito estufa

saiu na new scientist que uma estrutura de nanotubos movida apenas a luz solar consegue converter uma mistura de dióxido de carbono e vapor d'água em gás natural em taxas sem precedentes.
segundo craig grimes, da universidade do estado da pennsylvania, cuja equipe inventou o aparato, esta é uma forma de captar dióxido de carbono da atmosfera e convertendo-o em combustível reduzindo os efeitos, no clima global, da emissão de combustíveis fósseis

outras tecnologias de conversão de CO2 em compostos químicos como metano já existem, mas necessitam de luz ultravioleta para que tais reações ocorram. e neste ponto é que reside a grande inovação da invenção do grupo de grimes, pois desenvolveram o método que utiliza a maior gama
de frequências visíveis do espectro da luz solar.

o uso de nanotubos de dióxido de titânio de 135 nm de largura x 40 mícrons de comprimento serve para aumentar a superfície de contato com a água. a reação que ocorre é a conversão de dióxido de carbono e água em metano e outros compostos orgânicos próximos como etano e propano em taxas de 160 nanolitros/h a cada grama de nanotubo. apesar de ainda apresentar resultados muito baixos para utilização prática, já é 20 vezes maior do que qualquer outro aparato anteriormente descrito.

se a reação for parada no meio, o mecanismo produz uma mistura de monóxido de carbono e hidrogênio, conhecido como syngas, que pode ser convertido em diesel.

este estudo parece ser um grande estímulo para que mais pesquisas relacionadas ao potencial de conversão de energia do dióxido de titânio seja desenvolvida, atingindo num futuro não tão distante uma aplicação comercial.
independentemente de CO2 ser causador ou não das mudanças climáticas, já seria uma ótima alternativa pra diminuir a poluição de grandes cidades como são paulo. enquanto essa tecnologia não fica disponível, ainda teremos que utilizar racionalmente as tecnologias poluentes.
trânsito paulistano: exemplo crasso de uso racional de tecnologias vigentes
via seed's daily zeitgeist

17 de fevereiro de 2009

anunciada a criação de um carregador universal pra celulares


na edição 2009 da mobile world congress, a gsm association, anunciou uma iniciativa que aliviará um pouco a produção de lixo eletrônico proveniente desses carregadores.
atualmente cada modelo/marca tem um tipo específico de entrada, sendo que a cada troca de celular surge um novo carregador.
a iniciativa é apoiada por fabricantes e operadoras, e é melhor para o consumidor e o meio ambiente, pois reduz a necessidade de descarte do carregador a cada compra de celular.

a tal entrada universal é um micro usb, mas ainda é cedo para comemorar, já que a implantação estimada é de que apenas em 2012 as entradas universais estejam em vigor, até lá, na fase de transição estarão disponíveis tanto os carregadores específicos da marca como esses universais.

via idg now!

6 de janeiro de 2009

concretos e translúcidos

conheci essa tecnologia só hoje, enquanto lia um dos blógues que costumo ler.
o post é bem curto e fala dum concreto que é translúcido, sendo que é basicamente fabricado da mesma forma que o concreto comum, porém com um ingrerdiente - secreto - a mais, batizado como ilum pelos criadores - joel sosa gutiérrez e sergio omar galván cáceres, dois engenheiros civis mexicanos.

o material além de ser mais leve, é mais resistente que o concreto comum, tendo uma vida útil de aproximadamente 50 anos.
as aplicações de um concreto com tais características são gigantescas, passando obviamente pelo estético, artístico além de ser eco-friendly (nunca achei uma tradução pra tal termo, que soa semanticamente muito melhor do que "ecologicamente correto"), pois permite o aproveitamento mais eficaz da luz natural em ambientes internos: 70% da luz passa pelo bloco, para ser mais preciso.

segundo um outro site, o concreto tem a propriedade de não apresentar nenhuma distorção aparente em blocos de até 2 metros de espessura.

mas apesar de todas essas virtudes, o concreto translúcido ainda é pra quem pode, não pra quem quer.

blocos de concreto translúcido, parece até acrílico - fonte

2 de janeiro de 2009

o gigantesco potencial eólico no brasil

energia eólica, quanto mais alto, mais vento - fonte

o nordeste apesar de muito quente, é bem agradável, pois sua sensação térmica é grandiosamente reduzida pelos ventos que lá sopram.
pois de tanto vento que sopra, estima-se que 60% de energia elétrica consumida no brasil poderia ser provida por fontes eólicas nordestinas, conclusão de pesquisadores do cptec (centro de previsão do tempo e estudos climáticos), órgão ligado ao inpe (instituto nacional de pesquisas espaciais).
foi utilizado dados do atlas do potencial eólico brasileiro, e concluíram que em 71 mil km² do brasil tem velocidade adequada pra gerar energia (i.e. >7 m/s), sendo principalmente no nordeste.

a energia eólica, além de menos agressivas ao meio ambiente que as hidrelétricas e termelétricas que predominam na geração de energia em nosso país, ainda não teriam problemas com a sazonalidade das águas, que faz com que a energia gerada seja menor em hidrelétricas presentes no nordeste, principalmente nos longos períodos de seca.

o avanço tecnológico aumenta cada vez mais o potencial da energia elétrica, pois quanto mais alto, mais vento, e portanto, quanto mais alto se consegue erguer um ventiladorzão daqueles, mais energia é gerada.

mais uma coisa, ela ajuda a reduzir o efeito estufa, apesar de matar parte da fauna que sobrevoe na altura das hélices. dentre as soluções que existem, ainda é das melhores que temos em termos de custo/benefício.

fonte consultada:

28 de dezembro de 2008

agite antes de usar

tecnologias visam aumentar a eficiência dos produtos que temos ou mesmo criar novas possibilidades para fins que beiram a revolução na forma de pensar, reduzir custos tornando certos avanços mais acessíveis ou mesmo acrescentar mais um item no inventário de objetos totalmente inúteis criados pelo homem.
além disso tudo podem também melhorar nossa relação com o meio ambiente, diminuindo a necessidade de retirarmos tantos recursos naturais dele.

nos tempos atuais, o lixo eletrônico - não apenas spams que recebemos via e-mail, mas também os produtos tecnológicos obsoletos - é uma grande dor de cabeça, e seguindo aquela idéia de reduzir o lixo que geramos, podemos chgar a produtos eletrônicos que não gastem energia elétrica.
e hoje, vasculhando pelos feeds encontrei na net o controle remoto que não precisa de pilhas.
não precisar de pilhas é um grande avanço, por menos que controles remotos gastem.