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24 de agosto de 2010

Suspensão da vacinação antirrábica

Vai atrasado, mas vai. Como diz o velho ditado antes tarde do que mais tarde.
Poucos dias após o início da campanha antirrábica em cães e gatos na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu temporariamente as vacinações. O motivo é a alta incidência de efeitos adversos pós-vacinação, inclusive com alguns casos de óbito. As adversidades parecem se repetir em diversos outros municípios.

Segue abaixo o comunicado oficial disponível no site da prefeitura.


COMUNICADO SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
SUSPENSÃO DA VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA
A Secretaria Municipal da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a raiva em cães e gatos no Município de São Paulo em decorrência das notificações de reações adversas ocorridas principalmente em felinos.
Nos dois primeiros dias da campanha foram notificados ao Centro de Controle de Zoonoses da Coordenação de Vigilância em Saúde 567 eventos adversos, associados com a vacinação sendo que 38% desses são considerados eventos graves. Esses eventos estão sendo notificados principalmente por proprietários de gatos e são caracterizados, sobretudo, por inapetência, apatia, febre, dor intensa e sonolência horas após a vacinação.O Centro de Controle de Zoonoses mantém, desde 2007, um Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação, para viabilizar a realização da notificação, investigação, acompanhamento e a adoção de condutas adequadas e padronizadas, processo esse fundamental para identificar as ocorrências atípicas observadas nesses primeiros dias de campanha.
 A suspensão temporária e preventiva se faz necessária para que o Município de São Paulo em consonância com a Secretária Estadual da Saúde, possa determinar a relação causal entre os casos notificados e a vacinação; especificar investigações adicionais, necessárias para a elucidação desses casos e a segurança da vacina.
 A Secretaria Municipal da Saúde lamenta o ocorrido e solicita aos proprietários de animais que foram vacinados nos primeiros quatro dias de campanha que os observem e, caso apresentem alguns dos sintomas supracitados, 36 horas após a vacinação, que entrem imediatamente em contato com CCZ para mais informações: (11) 3397-8900.
 Assessoria de Comunicação

23 de junho de 2010

dica de site - isso não é normal

isso não é normal é um site sobre a cidade de sampa.
sobre os diversos problemas que  paulistano enfrenta.
tudo fruto de descasos históricos que foram plantados ao longo do tempo e que agora colhemos.
é uma rica fonte sobre poluição, urbanização, lixo, rios, pessoas, lugares, tudo bem ilustrado em fotos e infográficos bonitos.

como é definido no próprio site,

Este site é uma tentativa de discutir como poderíamos mudar o modelo urbano de São Paulo para resistir da melhor maneira possível às mudanças climáticas que já estão alterando nossas vidas. É também uma discussão sobre como melhorar a vida na cidade.
vale a pena dar uma olhada

13 de janeiro de 2010

paulicéia e suas verdanias

são paulo, a paulicéia, ainda apresenta algum verde em suas cercanias.
um dos que se destacam no cenário urbano é o hortoflorestal, formalmente conhecido como parque estadual alberto löefgren.
hoje a ligia me deu uma dica sobre um texto no conversa afiada, do paulo henrique amorim, falando do descaso por parte do governo estadual com as áreas públicas do parque.
um esgoto a céu aberto em pleno parque público é um risco muito grande de saúde pública, podendo contaminar por diversas doenças as pessoas que por ali transitam.
pra variar, o governo tucano não tá nem aí pro povo.

deixo o vídeo abaixo, e recomendo a leitura do post no conversa afiada, onde tem um texto de uma leitora indignada com a situação.


9 de dezembro de 2009

mata ciliar

"povo que vota nas coxas toma na bunda."
andré dahmer, cartunista

você sabe o que é mata ciliar?
segundo a legislação brasileira, mata ciliar é a vegetação que margeia cursos d'água.
o crescimento de uma vegetação aumenta a capacidade de escoamento de águas pluviais e fluviais; a emissão de raízes reduz as erosões, dentre outras vantagens que uma vegetação pode trazer em comparação ao solo nu ou impermeabilizado.

no lugar da mata ciliar dos cursos d'água da paulicéia temos asfalto.
o asfalto, por sua vez, não é lá um material muito apropriado para absorver as águas.
numa cidade como esta é fácil perceber o estrago o que o asfalto em detrimento de uma mata ciliar causa. uma vez que a água não tem como entrar no solo rapidamente podemos imediatamente perceber as enchentes. em médio prazo há eventos bem menos explícitos (e mais nocivos) tais como o reabastecimento insuficiente dos lençóis freáticos, formação de enxurradas e processos erosivos diversos.

se sua memória é uma merda porcaria, aqui vão algumas cenas de ontem na cidade.



o código florestal (lei nº 4771/65) faz algumas considerações interessantes a respeito da mata ciliar:
Art. 2° Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será:
(...)2 - de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; (...) [segundo vi no google maps, as marginais pinheiros e tietê têm, respectivamente, cerca 20 e 50 metros de largura, enquadrando-se nesta categoria]
isto quer dizer que se fosse para manter a vegetação conforme este artigo do código florestal, deveria haver uma mata ciliar nas marginais de largura mínima de 50 m, o que seria maravilhoso e não haveriam enchentes nestas proporções. porém, um pouco mais adiante, ainda no código florestal:
Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.
como tudo que é da burocracia pública eles nos mandam de um lado ao outro... pois bem, o plano diretor estratégico do município de são paulo tem diversas partes muito interessantes ao caso. infelizmente vou deixar esta parte da análise para o próximo post, para que este post não se torne obsoleto demais em relação à enchente de ontem.

as chuvas de fim de ano coincidem com as diversas obras que o governo está fazendo na cidade. muitos com ar eleitoreiro, onde quer que v. ande nesta cidade se deparará com obras que apenas estorvam a vida do cidadão comum.

o dinheiro mal gasto do governo traz diversos prejuízos diretos e indiretos: cerca de 100 pontos de alagamentos que impediam que as pessoas se movessem de suas residências aos locais de trabalho, cerca de 10 pessoas mortas, espalhamento de doenças e sujeira, paralisação de transporte público e privado, 70t de melancias perdidas no ceagesp, dentre tantos outros prejuízos mensuráveis ou não que ocorreram e que, sem dúvidas e infelizmente, continuarão a ocorrer.

ainda ontem pela manhã o prefeito do DEMO, kassab, disse isso aqui:



me mata de vergonha.

a solução, ou melhor, a forma para minimizar os danos seria a de implantar parques e outras áreas verdes ao longo dos cursos d'água para dar uma chance de que as águas escoem por solos que tenham tal capacidade, e não que corram pelos asfaltos, levando vidas consigo (estes que apenas viram estatísticas e não soluções).

é isso aí, votam nas coxas, tomamos na bunda.

pra rir pra não chorar, leia mais sobre o caos de ontem aqui e aqui

28 de novembro de 2009

homem-pombos: por um antropocentrismo saudável


homem-pombos: o que fazemos com os outros é o que fazemos conosco. (fonte)

empatia é a capacidade de partilhar emoções e sentimentos com outros indivíduos.
esta capacidade é notável nas espécies, tais como de primatas, em que a sociabilidade é bem desenvolvida.
a empatia permite, portanto, que animais se desenvolvam em sociedades, criando identidade e coesão sociais.

numa cidade como são paulo somos, em diversos momentos do dia, tomados por uma apatia (quase-crônica), principalmente como mecanismo de defesa contra a agressão que é ver homens e mulheres, jovens, crianças ou velhos, vagando pela cidade sem teto, sem comida e muitas vezes sem companhia.

algumas pessoas que têm teto, comida e companhia, brilhantemente alegam que muitos deles façam isso por opção e por isso acabam não se comovendo: idéia mais estúpida que esta é difícil de encontrar. concluem, dessa forma, que essa é uma cena normal.
os sensatos hão de saber que esta é uma cena comum, mas não normal.
normal é que as pessoas tenham pelo menos o mínimo de bem-estar e confortos psicológico, físico e social.
as pessoas acabam indo para as ruas por infinitos motivos, dos quais a minha imaginação provavelmente seria insuficiente para entender. o fato é que a maioria deles está logo alí na esquina, sob o viaduto ou onde quer que não sejam maltratados, sobrevivendo (com alegria quando possível) ao duro cotidiano.

a necessidade de compartilhar sentimentos e emoções levam muitos dos moradores de rua a falarem com pessoas imaginárias, resultado do isolamento social (bem ilustrado no filme 'o náufrago'). mas não é sobre isso que quero falar.

o que vou dizer é sobre uma outra característica da empatia em pessoas em condição de rua, esta que nos confere a característica de nos identificar com o próximo. muitas vezes os vemos acompanhados não de pessoas, mas acompanhado de cães.
é desconcertante, mas a empatia parece ser inversamente proporcional a renda das pessoas, ou seja, quanto mais ricas, menor empatia. isto é ilustrado no ditado que diz  que são os pobres que sempre se ajudam.
fome, não sei o que é passar fome, mas os pobres famintos sabem; e identificam-se na necessidade do próximo a própria necessidade de saciar essa mazela. cada pão encontrado é um pão compartilhado: seja o "outro" humano ou cão.

dito isso, nesta cidade há uma figura urbana, quase um personagem do imaginário da paulicéia. um morador de rua que vaga pela cidade vasculhando nas lixeiras por algo que possa alimentar, não sua própria necessidade, nem de um cão, mas de pombos.
a ele apelido carinhosamente de homem-pombos

aqui faço um adendo:
os pombos a que refiro são os mesmos que causam diversas zoonoses e cuja qualidade de vida é afetada negativamente quanto maior a população. uma baixa qualidade de vida significa, dentre outras coisas, maior ocorrência de doenças, sendo potencialmente nocivo a outras pombas mas também a outros animais (inclusive o homem, claro).
populações de "pragas" urbanas são controladas basicamente pela disponibilidade de água, alimento e abrigo. a restrição a tais recursos permite o controle dessas populações, sendo o comportamento humano um fator que afeta diretamente a manutenção delas.
o único lugar do planeta que tenho conhecimento de que controle de pombos urbanos tenha sido efetivo foi na cidade de basel na suíça. basel é uma cidade de menos de 200 mil habitantes (sendo a segunda cidade mais urbanizada da suíça, segundo o wikipedia), ao contrário de cá, lá não há lixo jogado nas ruas, as pessoas respeitam as leis, e os níveis de educação formal são muito superiores aos nossos. o controle de populações dessas aves por lá se deu basicamente por meio de educação ambiental (uma vez identificado que as pombas eram sustentadas principalmente por "pigeon-friends" que os alimentavam, cartazes que mostravam os males que grandes populações de pombos causavam à própria ave além da determinação de locais apropriados para a prática de alimentá-los); sendo suficiente para que o controle de pombos fosse bem sucedido.
nem tem como comparar as condições de são paulo com basel.
a começar que na conurbação em que se insere o município de são paulo vivem quase 20 milhões de pessoas, sendo um dos lugares mais populosos do mundo. grandes populações, como no caso das pombas, trazem um custo muito alto para a qualidade de vida dos indivíduos que a compõe, muitas vezes não compensando seus benefícios. numa sociedade pós-moderna partida, os custos e benefícios são partilhados de forma bastante desigual. apenas para situar melhor esta desigualdade: o brasil (uma das dez maiores economias do mundo) está entre os países com uma das piores distribuições de renda do planeta, e em são paulo estão as pessoas mais ricas do país.
os problemas ambientais aqui são acetuados por aspectos não apenas políticos (interesse de classes), mas também por problemas socioeconômicos gravíssimos.
para termos um mundo sustentável (e portanto mais justo e saudável) temos de nos centrar na qualidade de vida do homem, este que deve ser o centro de todas as preocupações, mas isso jamais deve vir em detrimento da qualidade do ambiente em que ele se insere. a preocupação ambiental não deve ser motivada por um paternalismo nojento que apenas estraga este país.
... retornando à programação normal:

outro dia, enquanto estava no ponto de ônibus logo na saída da estação trianon-masp, um homem aos trapos passou vasculhando o lixo. acompanhando ele estavam cerca de 30 pombas que sobrevoavam, pousavam e esperavam por ele logo adiante. no lixo seguinte ele encontrara algo: um pão. fez dele migalhas e jogou às pombas. não foi naquele momento que tinha percebido isso, mas naquele momento decidi escrever sobre o episódio.
ele não é o único que alimenta pombos, assim como não apenas pombos são alimentos por essas pessoas. há pessoas alimentando todo tipo de bicho, o que quer que mereça a empatia de um ser humano.
essas pessoas são, sem dúvida, um fator importante na disponibilização de alimento a estes animais. fazem isso simplesmente para saciar a fome de outrém, como fariam por elas.

fome crônica, isto que não sei o que é, é antes de mais nada um problema social.
mas enquanto ignorarmos cada tapa na cara que o duro cotidiano nos infere, nada faremos pelo mundo, pelas próximas gerações, nem por nós mesmos.
o homem deve estar no centro das preocupações do homem, sempre.

para ler mais sobre manejo de pombos urbanos ferais, procure pelos estudos de daniel haag-wackernagel.

25 de novembro de 2009

pare de reciclar, comece a reparar: platform21's repair manifesto


Smith Island, abril de 1989, após o derramamento de petróleo do exxon valdez (fonte)


a questão do lixo e outros resíduos é cada vez mais preocupante, e é um fator intrínseco à ocupação humana. onde quer que estejamos sempre geramos resíduos provenientes de nossas atividades, desde o que vestimos, comemos, até os mais graves impactos que podemos causar, tais como vazamentos (em escala industrial) de radiação ou petróleo. todos os impactos são devido às nossas escolhas na forma que aceitamos ocupar o espaço. (sim, aceitamos, porque por mais que sejamos contra a exploração e degradação intensiva dos recursos naturais, nenhuma ou pouca coisa fazemos para mudar a situação no curto ou médio prazo. "pequenas ações que mudam o mundo" são frases criadas pelo marketing verde para v. acreditar que contribui para melhorar a situação, mas para mudar de verdade é preciso causar mudanças estruturais graves tanto nas pessoas como nas infinitas instituições que existem por toda humanidade, e isto, sinto dizer, v. não faz com "pequenas ações que mudam o mundo".)

isso tudo associado à nossa população ainda continuamente crescente só intensifica o problema gerado pelo lixo. pequenas ações que mudam a humanidade (e não o mundo) seria a de não ter filhos, pois a qualidade de vida de qualquer população conhecida pela biologia, é reduzida conforme a densidade populacional aumenta. em mamíferos, pelo menos, ainda existe um conceito, o qual não lembro o nome (mas que é usado na produção do gado leiteiro), de que cada indivíduo tem uma distância que necessita para se sentir bem espacialmente em relação a outros indivíduos. numa multidão, por exemplo, nos sentimos demasiado incômodo a não ser quando motivados por um fim que valha a pena (shows, festas, etc. cada um com suas preferências pessoais).

o problema do lixo é explícito em megalópoles (pelo menos de países em desenvolvimento). em São Paulo, por exemplo, o lixo adequadamente descartado é destinado a aterros particulares ou exportados a outros municípios (encarecendo o destino de 16 toneladas de resíduos gerados diariamente), já que todo local apropriado neste município transborda de lixo. parte nem recebe esta destinação correta e vai para os córregos e rios, ou abandonados em terrenos, avenidas e ruas. tudo de forma que deixa muito a desejar.


cena cotidiana: lixo à beira do córrego do ipiranga na av. ricardo jafet (fonte)

a reciclagem foi coroada a deus ex machina da tragédia humana, como uma solução final para as merdas que fazemos o nosso estilo de vida.  mas à reciclagem parece que está embutida uma idéia implícita de que sendo reciclável nenhum mal é cometido contra nossos preciosos recursos naturais, sendo mais uma motivação para o consumismo desenfreado que um fim adequado aos produtos do consumo.

na verdade este não é um simples bradar contra a reciclagem, mas um chamado contra a reciclagem como uma solução final. a reciclagem é apenas a forma mais apropriada de descarte de determinado material, mas a idéia principal é antes de mais nada reduzir o consumo das coisas, além de reutilizar o que já se tem em mãos (os clássicos 3R - reduzir, reutilizar e reciclar, nesta ordem, como todos aprendemos ainda no ensino fundamental).

neste contexto apresento-lhes o repair manifesto. este é um manifesto do grupo holandês platform21. segundo eles mesmos, são uma plataforma de design visando influenciar positivamente a relação entre usuário e produto.

as idéias deles sao bem simples. são as seguintes:

1. faça seus produtos durarem mais!
consertar significa a oportunidade de dar a um produto uma segunda vida. consertar não é anticonsumo: é antidesperdício.

2. as coisas têm que ser projetadas para poderem ser consertadas
designer de produtos: faça coisas consertáveis. forneça informações [sobre diy (do it yourself)] claras sobre como consertar.
consumidor: compre coisas que você sabe que podem ser consertadas, ou descubra por que elas não existem. seja crítico, faça perguntas.

3. consertar não é substituição
repor é jogar fora a parte que não presta. esse NÃO é o tipo de repare que estamos falando.amente.

4. o que não mata engorda (a expressão em inglês é muito mais feliz: o que não mata, fortalece)
toda vez que você conserta algo nos acrescentamos ao seu potencial, à sua história, à sua alma e à sua beleza inerente.

5. consertar é um desafio criativo
fazer reparos é bom para a imaginação. usando novas técnicas, ferramentas e materiais conduzimos a uma possibilidade ao invés a um beco sem saída.

6. conserto não sai de moda
reparo não é acerca de estilo ou tendências. não há datas de validade para produtos reparáveis.

7. consertar é descobrir
ao consertar objetos, você descobre coisas incríveis sobre como eles realmente funcionam. ou não funcionam.

8. conserte – mesmo quando a crise acabar
se você acha que este manifesto tem a ver com a recessão, esqueça. não estamos falando de dinheiro, mas de mentalidade.

9. coisas consertadas são únicas
mesmo falsificações se tornam originais quando você as conserta.

10. consertar é ser independente
não seja um escravo da tecnologia – seja seu mestre. se está quebrado, conserte e torne-o melhor. e se v. é um mestre, outorgue o poder aos outros.

11. você pode consertar tudo, mesmo um saco plástico
mas nós recomendamos arrumar uma sacola que dure mais, e então repará-la se necessário.

pare de reciclar. comece a reparar.

é isso.
por um mundo menos destrutivo e mais construtivo.
alguns podem pensar que é só questão de bom senso, mas explicitar é necessário.

para algumas informações oficiais sobre o destino do lixo na cidade de são paulo clique aqui