24.4.18

feiras da reforma agrária

A luta pela posse da terra é uma luta indissociável à luta pelo alimento bom, limpo e justo.

afronta ao direito à informação.

texto originalmente publicado em Instituto Humanitas Unisinos

Senado tirando a rotulagem de transgênicos e o seu direito constitucional à informação. Mais um golpe no seu prato recheado de conflito de interesses!
"As pesquisas patrocinadas pelas empresas e interesses associados têm se relevado comprometidas. A bibliografia internacional mostra isso. Estudo recente, avaliando mais de mil artigos, apontava que em 70% dos casos avaliados havia indícios de conflitos de interesse, levando a resultados sistematicamente favoráveis aos desejos corporativos. Além disso, os dados básicos destas pesquisas, onde os interesses empresariais afetam resultados, costumam ser ocultados, de forma a impedir sua revisão crítica.
De outro lado, em estudos independentes, via de regra negligenciados pelas agências avaliadoras de risco, os resultados são opostos. Na maioria destes casos são apontados indícios de problemas, falhas de metodologia, ocultação ou subvalorização de achados indicativos de problemas, entre outros elementos contrários ao que se divulga nas campanhas de marketing.
Como regra, deve-se afirmar que faltam pesquisas e falta transparência para as pesquisas disponíveis. As agências reguladoras carecem de recursos, de mecanismos e talvez inclusive de interesse em qualificar suas atividades para melhor defender a saúde humana e ambiental. Como agravante, temos o fato de que a sociedade vem sendo enganada por campanhas de marketing e manipulação de informações, o que em conjunto acaba levando à apatia e à formação de uma consciência coletiva ingênua e equivocada, sobre os riscos inerentes ao que ocorre neste campo." - Leonardo Melgarejo
Entrevista na íntegra no link.

7.7.17

Comunicação Não Violenta por Marshall Rosemberg


  The Basics of Nonviolent Communication with Marshall Rosenberg, Phd, is a recorded presentation of a 1-day workshop held in San Francisco, CA in April 2000. "The purpose of Nonviolent Communication is to help you learn what you already know how to do... but forget ... because we've been educated to forget."
  In this video, Marshall Rosenberg shares a philosophy that challenges the current paradigm of war that contributes to violence in relationships, society, and to our planet. "Even though we could be playing the game, 'Make Life Wonderful,' we have been educated to play another game: 'Who's Right?'"
  Marshall presents ways of interacting with each other in authentic, effective, and powerful ways so that the way we interact in our most personal relationships is aligned with our values for the change we want to see in the world.
FilmForAction

 A forma mais básica e comum de interação entre seres humanos é a comunicação.
E a comunicação verbal é a mais importante.
  Vídeo de um Workshop de um dia com o Dr. Marshall Rosenberg, PhD em Psicologia, que sistematizou a arte da COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA.
(Texto: Santsuma)
  Veja esse vídeo e aprenda a comunicar-se com seu cônjuge, filhos, pais, parentes, amigos, estranhos, patroes, empregados, colegas, etc, de forma harmônica, construtiva, baseada em seu coração, sem julgamentos, sem ataques verbais, sem viagens de ego, sem expectativas, sem incutir culpa, medo, aprovação ou desaprovação.
  Aprenda a respeitar o próximo como ele é, e não da forma como vc "gostaria" que ele fosse quando se comunica com ele.
  Aprenda com esse vídeo mil exemplos de como cometemos erros básicos ao comunicar-nos verbalmente ou por escrito com outras pessoas.
  Como otimizar sua forma de comunicar-se e gerar harmonia e amor à sua volta.
  Conversar ou debater com alguém que pensa ao CONTRARIO de você, sem fazer a pessoa sentir-se mal, e aprenda a jamais se sentir mal com QUALQUER COISA que alguém disser para você.
  Comunicar-se com o seu coração, vendo e dirigindo-se ao coração do seu próximo.
  Evitar os repetitivos conflitos gerados pela maneira agressiva, destrutiva, contraproducente, injusta e até mesmo grotesca com que 99% dos seres humanos se comunicam.
  Aprenda o interessantíssimo conceito da "linguagem do chacal"e "linguagem da girafa", tanto na forma como falamos como também na forma como ouvimos.
  A linguagem "chacal" dos outros e o que e como fazer para não se envolver. Como reconhecer a razão por trás da comunicação autoritária, exigente ou agressiva dos "chacais" e como identificar as "necessidades não satisfeitas" deles, que os leva a comunicarem-se (falar e ouvir) de uma forma psicologicamente doente.
  O trabalho do Dr. Rosenberg é fascinante, muda a vida das pessoas que estudam seu enfoque sobre a comunicação.
  Essencial, imperdível!
  Aprenda CNV, sua vida e de todos com quem vc convive e/ou se comunica será mais pacífica, harmônica, terna, compassiva, amorosa.
  A forma como quase todos os seres humanos se comunicam uns com outros gera conflitos, quase sempre.
  Pequenos conflitos que distanciam pais de filhos, antipatizam vizinhos, professores e alunos, conflitos que geram reações violentas e guerras...
  Pais comunicam-se de forma contraproducente com filhos e vice-versa. Esposas irritam maridos, maridos humilham esposas através de formas pobres e contraproducentes de comunicação.
  O problema da comunicação humana é gigantesco e poucas pessoas estudaram isso de forma tao completa e interessante como o Dr. Marshall Rosenberg.
  Ele criou a teoria da COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA.
  Através de livros, workshops, seminários, cursos, etc suas teoria da Comunicação Não Violenta se espalhou pelo mundo.
  Este vídeo é a filmagem parcial de um workshop de Marshall Rosenberg em São Francisco em Abril de 2000.

6.3.17

Inventário on-line reúne a base genética dos rebanhos comerciais brasileiros


06 de março de 2017

Agência FAPESP – Está disponível para download o Inventário de Recursos Genéticos Animais, elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O documento é um amplo acervo de informações genéticas e comportamentais de bovinos, caprinos, suínos, equinos e ovinos que se desenvolveram a partir de raças trazidas para o país logo após a chegada dos primeiros colonizadores europeus. Essas raças, com características de rusticidade e adaptabilidade desenvolvidas ao longo desses cinco séculos, contribuíram para a formação do rebanho comercial brasileiro e hoje correm risco de extinção e descaracterização.
Acervo reúne informações genéticas e comportamentais de bovinos,
caprinos, suínos, equinos e ovinos (foto: Claudio Bezerra/Embrapa)
Nas 108 páginas do inventário, os leitores encontrarão um breve perfil histórico de 29 espécies, entre elas o cavalo pantaneiro, originário dos cavalos ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização; a ovelha crioula, introduzida no Rio Grande do Sul pelos jesuítas durante o século XVII; e o búfalo baio, que chegou ao país em 1962.
Para evitar a perda desse rico material genético, a Embrapa mantém três estratégias de preservação: in situ, ex situ in vitro e ex situ in vivo.
No primeiro modelo, in situ, as raças são preservadas em seu local de origem. Para isso, a Embrapa mantém núcleos de conservação espalhados por todo o território nacional, garantindo assim a preservação do animal em ambientes nos quais já estão adaptados.
Dos animais mantidos nesses núcleos, é extraído o material (sêmen, embriões, amostras de DNA e tecidos) que garante a preservação ex situ in vitro. Todo esse recurso é armazenado em dois bancos, o Banco Brasileiro de Germoplasma Animal, que mantém 95.927 doses de sêmen e 451 embriões, e o Banco de DNA e Tecidos Animais da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, onde estão guardadas 11.850 amostras de DNA e tecidos de 87 raças.
Para a conservação ex situ in vivo, a Embrapa mantém no Campo Experimental Fazenda Sucupira, no Distrito Federal, 175 exemplares de animais das principais raças conservadas nos diversos núcleos. Além de servirem de fonte de material genético, esses animais são utilizados em programas de conscientização da sociedade sobre a importância de preservação desses recursos. Por manter exemplares de raças raras, o local foi apelidado pela população local de Arca de Noé.
“Trata-se de um universo de diversidade genética desconhecido de muitos, mas que representa a base da formação dos rebanhos comerciais brasileiros”, disse Maria do Socorro Maués, uma das editoras da obra e pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia à Agência Embrapa de Notícias.
O inventário, que também traz informações sobre algumas espécies de abelhas e peixes, é resultado do trabalho de conservação de recursos genéticos animais mantidos pela Embrapa desde a década de 1980. Ele foi elaborado a partir de relatos dos curadores dos núcleos de conservação que a empresa mantém no país.

Mais informações estão disponíveis em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/19436764/embrapa-publica-inventario-de-recursos-geneticos-animais?link=agencia.

16.8.16

Precisamos falar sobre alimentos adequados para o consumo


Sim, ainda é muito pouca a informação difundida na sociedade a respeito de alimentos saudaveis e adequados para o consumo.

Somos o país que mais consome agrotóxicos (7,2L per capita anuais), incluindo mais de uma dezena de compostos venenosos já banidos em outros lugares do mundo.

Enquanto esses alimentos forem focados num nicho de mercado é isso que continuará sendo.
Precisamos subsidiar a produção sem veneno ao invés dos próprios venenos, precisamos mostrar outras possibilidades de adquirir alimentos como Grupos de Consumo Responsável ou as Comunidades de Suporte a Agricultura, precisamos valorizar a atividade agrícola e fixar as gerações mais novas no campo, não apenas deixando-os às margens da sociedade.

Precisamos ressignificar o alimento para muito além de mera mercadoria. Há muito mais dimensões no alimento do que o econômico. Mais do que sonha nossa vã filosofia, motivo pelo qual necessitamos valorizar muito os conhecimentos tradicionais regenerativos milenares em detrimento de um conhecimento tecnicista de poucas décadas cheio de externalidades negativas.
Precisamos massificar o consumo de alimentos agroecológicos, livres de agrotóxicos e de engenharia genética.

Precisamos valorizar a agrobiodiversidade e a cultura alimentar e agrícola de verdade.
Precisamos valorizar cadeias curtas e diretas, a sazonalidade e a biodiversidade local.
Vivemos no país mais megadiverso do mundo e chega a ser patética que nossa alimentação seja eurocentrada, baseada em culturas agrícolas de clima temperado.
Mas ainda assim sou otimista, não porque o cenário esteja favorável, muito pelo contrário, mas por entender que apesar desse modelo destrutivo estar crescendo, ele está cada vez mais próximo de seu fim que, como um câncer, tentará comprometer cada vez mais recursos e a velocidades cada vez maiores.

Então, inevitavelmente, muita desgraça está por vir (corporações minando a governança de Estados, aumento de desigualdades, genocídios e ecocídios e perda dos saberes diversos relacionados, dentre tantas outras desgraças), numa escala nunca antes vista e talvez nunca imaginada.
Por outro lado os modelos que prezam pela regeneração do sistema já estão em curso e ganhando cada vez mais espaço.

Parafraseando Bill Molison, se quisermos destroçar esse sistema, nao podemos depender dele para garantir nossa comida e abrigo, se uns 10% de nós focarmos nessas coisas, tamo garantido.

4.8.16

Cuidado com a casa

Sofremos da amnésia biocultural.

Não sabemos mais ler nem modificar as paisagens para potencializar os recursos providos pela natureza.

Nos limitamos a uma tecnologia e ideologia pós-guerra que geram todos os grandes problemas social, ambiental, econômico, político, espiritual, comportamental contemporâneos e que ainda é vendida como a única solução viável.

Este é o cúmulo da negação do homem como animal e portanto pertencente e integrado à natureza.
a perda dessas (e outras*) habilidades é a perda daquilo que nos torna humanos**.


* outra grande habilidade que caracteriza o gênero humano (Homo sp) é a habilidade de criar e manejar o fogo.
** humano, etimologicamente tem a raiz equivalente de palavras como úmido, humus, humildade, características simbólicas muito profundas de nossa espécie.